domingo, junho 27, 2010

Mais uma criança vítima da violência e da maldade humana.

 
Fotos retiradas do blog Diário de Um Juiz.
Através do blog Diário de um juiz,  fiquei sabendo desta notícia que me deixou revoltada e  de coração partido. Amanda, esta menina das fotos,  foi baleada durante um assalto  em Manaus, em fevereiro deste ano. Ficou tetraplégica e precisa de ajuda.
"Audiência de crime de roubo à mão armada que resultou em lesão corporal de natureza grave, o funcionário avisa que a vítima, uma garota de 10 anos de idade não comparecera, mas a avó se fazia presente em cartório.

Converso com a avó, Dona Marina e ela me relata a situação da neta. A narrativa é um soco no estômago, mesmo para quem está acostumado com a violência da nossa sociedade e a maldade do ser humano. O roubo aconteceu em fevereiro deste ano, mas Amanda, ainda hoje, encontra-se hospitalizada na UTI do hospital “Joãozinho” devido às sequelas do tiro que recebeu no rosto e lhe atingiu a coluna. Sem movimentos do pescoço para baixo, Amanda está imobilizada numa cadeira de rodas e respira com ajuda de aparelho.

Não me sai da cabeça a foto de Amanda, exposta na carteira de identidade (mostrada a mim pela avó), com um tubo na traquéia e cânulas no nariz. Após o expediente, decido fazer uma visita à Amanda no “Joãozinho”. A realidade é muito mais chocante que a fotografia.

Dona Marina precisa de ajuda para cuidar de Amanda. Deixou de trabalhar (fazia faxina em casas de família) para ficar ao lado da neta. Come, bebe e dorme no “Joãozinho”. Amanda necessita de fraldas e produtos de higiene. Dona Marina precisa de dinheiro, mesmo, para fazer frente às despesas decorrente dessa situação."

“...Quem desejar contribuir, basta depositar qualquer quantia numa das seguintes contas: Banco do Brasil Ag. 0002-7, Conta poupança nº 58975-6 e Banco Bradesco, Ag. 2690-5, Conta Poupança nº 0019307-0. As duas contas estão em nome de Maria José Correia, mas é a avó de Amanda quem as manuseia”.

Texto retirado do blog   de Carlos Zamith Junior, autor do blog Diário e Um Juiz. Carlos Zamith é Juiz em Manaus e uma pessoa por quem tenho muita admiração e carinho.

Podemos colaborar com Dona Marina e Amanda, de várias formas. Para conhecer mais sobre a história de Amanda  e saber como ajudá-la,  clic Aqui e Aqui.

sexta-feira, junho 18, 2010

FALECE O ESCRITOR PORTUGUÊS JOSÉ SARAMAGO.


Faleceu hoje às 12:30,  e aos 87 anos, o escritor português José Saramago. Segundo li no site do Terra, Saramago faleceu, rodeado por seus familiares, em sua casa na cidade de Tías, em Lanzarote, que faz parte das Ilhas Canárias.

Saramago, premio Nobel de Literatura em 1998, um mestre nas palavras, escreveu:

"há coisas que nunca se poderão explicar por palavras".

Quanta verdade nesta simples frase de Saramago.

quarta-feira, maio 26, 2010

E POR FALAR EM LEILA JALUL...

No post anterior, falei do novo livro de Leila Jalul. Aqui tem mais uma amostra do que Leila escreve. Leila tem um jeito único de escrever.Suas crônicas e contos são imperdíveis.

"O MARIDO DA TIA

Coisa ruim, quase sempre, é nomear os textos. Um título apropriado que revele, de cara, a intenção do miolo. Embora reconhecendo isso, não dei importância e toquei o barco. Ainda assim, posso dizer os títulos que pensei. Quem sabe alguém, na tentativa de ajudar, sugira algo melhor, entre ou além do escolhido e dos pensados.

Vamos lá:

O DEVASSO

AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA

O DEUS QUE MUITO DÁ É O MESMO DEUS QUE TUDO TIRA

Qualquer sugestão será aceita. Bem aceita.

Outra dificuldade, dependendo do assunto a ser tratado, é não escancarar de todo a vida dos sujeitos de vidas repletas de desvirtudes, como no presente caso. Penso que as pessoas, más ou boas, se vão e ficam as sementes. Ninguém merece pagar pelos deslizes dos outros. Em resumo: tem que fazer um contorcionismo maluco para não dar bandeiras e rabeadas.

O marido da tia era delegado e devasso. Nasceu de família morena e já se fez diferente. Tinha olhos azuis de seus parentes europeus. De bom, apenas isso. No mais, uma tragédia para Maria Helena, desde que casaram.

Maria Helena, professora de piano, de placa na porta, fazia da profissão um meio de comprar pequenos objetos de uso pessoal que lhe eram negados. Mulher de bons modos, não escondia a decepção pela forma como era comparada com as mulheres de vida fácil.

– Maria, jumenta sem rabo e sem mãe, você tem que ser uma dama na sala e uma puta no quarto!

Não é essa a censura que faço ao marido da tia. Até aí, vale a velha filosofia de boteco. O que incomodava era a forma e o momento de falar essas coisas. Cadê o respeito?

Gerson, um garoto de 14 anos, aluno de piano, contou-me o que presenciou. Enquanto abria a partitura da Valsa Triste, de Sibelius, ainda no início da lição, viu a mestra ser literalmente agarrada pelos cabelos, arrastada pelo chão e levada ao quarto para o uso e atendimento do marido em seus instintos bestiais (esse termo é bem apropriado). Gerson viu lágrimas e vergonhas no rosto da professora, mas não perdeu a classe. Correu, acendeu a velinha para São Judas Tadeu que ela mantinha num pequeno oratório, ao ladinho de Santa Cecília e, voltando para a banqueta, bateu forte no piano até o término da lição. Outros alunos também viram e ouviram detalhes da intimidade grotesca do casal, por parte do marido e as humilhações sofridas, por parte da mulher.

A prima da tia foi primeira-dama de prefeito e, embora tivessem sido grandes amigas na juventude e no conservatório, afastou-se dela como se fosse doença contagiosa. Maria Helena se viu sozinha.

O fato que relato a partir de agora, para Maria Helena, foi a gota d’água. Armou, digeriu e arquivou a ideia que, pacientemente, deixaria florir. Custou. Mas floriu.

Seguinte: o marido da tia, depois de tomar uns conhaques, pega um companheiro da mesma laia e, de madrugada, chega em casa para a realização de um sonho seu: assistir Maria Helena sendo cavalgada por outro. Surpreendida, mas não tanto, relutou. Não teve opção. Ou cedia, ou era espancada na frente de qualquer pessoa, ou ameaçada de ser jogada na sarjeta. Os vizinhos, por mais que soubessem das coisas, jamais ousaram palpitar. Tinham medo do delegado. Relutou, relutou e teve que capitular.

Capitulou. Ninguém da família acreditaria nela, se relatasse sua vida. Naqueles tempos os clãs tradicionais não aceitavam mercadoria usada de volta. Dos fatos execráveis, no entanto, esse foi apenas mais um. Pouco tempo atrás, por sofrer de fortes enxaquecas e ter-se tornado arredia, Maria Helena andou experimentando, a mando do pai e com o assentimento do marido, algumas sessões de eletrochoque. Daí, ser cavalgada por outro homem foi, apenas e tão somente, mais uma porrada da vida, porém, determinante para assumir o uso constante de roupas escuras, como se viúva estivesse. Naquela triste madrugada ela matou todos os resquícios de bons sentimentos que ainda tinha no coração de musicista, discreta e equilibrada.

Direito de mulher, no século passado, era lei de artigo único: é proibido reclamar. Seu marido é seu dono. Registre-se, publique-se e cumpra-se.

A vida passou no ritmo que tinha de passar. Já se aproximando de completar 40 anos de desregramentos e maldades, o marido da tia teve um derrame. Brabo, diria. O bom Deus, na sua santa e infinita misericórdia, fez o favor de lhe permitir o poder da fala e a luz das vistas. No mais, imobilidade das esquerdas e das direitas do corpo errado e da mente suja.

A vida passou na janela e só o "Carolina" não viu. Para Maria Helena, agraciada pelo destino, estava apenas começando. Largou as roupas escuras, entrou nos estampados gritantes, comprou batons e rouges acarminados, baniu a longa trança e optou pela incorporação um curto Chanel. Nasceu. Mandou pai, mãe e irmãos irem tomar no papa–rola e, de posse do salário do condenado, alterou-se inteira. O escarpim sem salto foi substituído por elegantes bicos finos de verniz e saltos 15. O vermelho, uau, era um luxo!

O piano voltou a barulhar sutilmente os Noturnos de Chopin, mas não só com os dele. Entrou no popular. Tocou uns sambas quadrados só pro desgraçado ouvir, andou na bossa–nova tocando João Donato, João Gilberto, Vinícius e outros. Trouxe para o piano seu grande ídolo, Luis Bonfá. Atravessou os sete mares e em todos os lugares, se mostrava uma mulher nova, bonita e carinhosa que faz qualquer homem gemer sem sentir dor. Só faltava uma coisinha para completar o eclético recital: arranjar um cabra bom de cama para, sem qualquer outro tipo de compromisso, fazê-la mulher.

Tirou de letra. Na festa da primavera, baile tradicional, encontrou o que lhe estava reservado. Dali para a felicidade, foi um pulo!

O que sobrou do marido da tia foi deixado num quarto contíguo ao de casal. Não o abandonou na rua da amargura, como alguns aconselharam. Não, isso não! Fazia parte do castigo, enquanto vivesse, sabê-la sendo cavalgada por outro. Deitadinho, no quartinho, era perfeitamente possível ouvir os arfados arfantes da Maria Helena e do Cláudio Braga. Eram momentos de gritos de desabafo e sussurros de amor. Eram explosões de sentimentos e transbordamentos de realização pessoal.

Muitos juízes machistas e incultos e muitas senhoras bisbilhoteiras e pudicas fizeram lá seus julgamentos precipitados. Fiquei de fora, olhando o desabrochar da tia.

Tentando atrapalhar a hora do bem-bom, ainda de alma suja, o ex e para sempre devasso, suplicava por água ou comida. Deus me perdoe se estiver pecando, mas a língua, antigamente libidinosa, falava atrapalhada. Maria Helena fingia nem estar escutando. Cláudio Braga, já conhecedor de sua vida, de seu tormento e de sua dor, resolveu ser agente ativo do castigo (ou vingança, como queiram). Comungava com o pensamento de que, em tempo algum, mulher alguma deveria ser considerada serventia e depósito de insensibilidades dos homens.

– Comida e água, Juvenal, só depois do amor. Aguarde! Se quiser, aguarde! Peraí.

O marido da tia já se foi. Cláudio e Malena (como a trata), formam um casal de bons e velhos enamorados e amigos. Fazem o amor possível.

Na última vez que estive com eles, mal tinham acabado de voltar da Grécia, duma espécie de lua de qualquer coisa. Peles limpas e renovados. Contou-me o Braga que sua Maria Helena viu o filme da Shirley Valentine e, de comum acordo, decidiram conhecer o paraíso da volta por cima de uma mulher que se viu frustrada e insultada por um sujeitinho qualquer.

Hoje, morando em Santos, a grande sala do apartamento de cobertura abriga um Fritz Dobbert num canto. Mais como enfeite e parte das lembranças dos socorros recebidos, estão as imagens do bondoso São Judas Tadeu e de Santa Cecília. No inverno, tempo nublado, praias vazias, Malena toca suas músicas e as de Braga. Afixada na porta não existe nenhuma placa de "Aulas de Piano".

Gerson, o antigo aprendiz é, além de grande músico, bom amigo do casal e meu. Ganhei dele a honraria de uma música.

Independente de qualquer coisa, gostei de escrever sobre Tia Maria Helena e sua merecida felicidade. Fez bem pra alma. Como fez!

Definitivamente, já escolhi o título da crônica:

A PRIMAVERA DE MARIA HELENA."
Leila Jalul.

domingo, maio 23, 2010

DAS COBRAS, MEU VENENO. - LEILA JALUL

Novo livro de Leila Jalul, minha amiga querida que escreve lindo demais.

DAS COBRAS, MEU VENENO, pode ser encontrado no site: 

quarta-feira, maio 12, 2010

MARIA ENCANTO (de Fernando Belo)


Foto minha, do jardim do prédio onde moramos. Esta flor chama-se Strelitzia.

Texto de Fernando Belo (meu filho)
Saíram; o tempo ainda dormia. Chegaram sem mais nenhum voltar. Partiram deixando atrás um rio de mágoas e os remos deixaram pra boiar. Fugiram foi da bela Maria, mulher que nasceu de um luar. Temiam que uma vez mais seus olhos de águas causassem vontade de matar.
Faz tempo, nasceu Maria Encanto. Nasceu que doeu quem fosse olhar. Tão bela a bebê Maria, chorava, chorava, que Homem nenhum pode agüentar. Tão nova, colocava quebranto em quem teimava a se aproximar. A sua beleza ardia; no mundo entrava e nele Maria tinha altar.

Já no primeiro suspiro infante, Maria tinha mil pra casar. Ao fim do primeiro mês a fila sumia naquela curva que o mundo dá. A Maria quando debutante, enfim poderia alguém amar. Não houve quem não quisesse tamanha alegria naquele lugar de deus dará.

Não houve mais Homem de trabalho, nem jovem garoto pra estudar. Perderam-se avôs, irmãos, maridos e amantes; da porta de Encanto fez-se um lar. Criou-se então um mundo falho, fadado a sumir, se acabar. Os Homens pararam as mãos, ficaram distantes, da terra, da cama e do amar.

Ao ver no bebê tanta ameaça, as Noivas puseram-se a tramar. Que triste o futuro a vir sem ter casamento, e tanta Mulher querendo um par. Fizeram à noite a sua trapaça, deixando a fila a dormitar. Maria ainda a dormir, jogaram ao Vento, e foi-se o bebê, sumiu no ar.

Pois quando surgiu o Sol chorando – “Que falta a bela Maria faz!” – O que se seguiu foi dor; partiram os Homens, caçando suas Mulheres más. A guerra amanheceu queimando, a morte seguiu logo atrás. Os Homens plantavam horror por onde passavam – “Eu quero Maria, eu quero a paz!”

Depois que chegou a noite lenta, que venta sem nunca refrescar, a brisa trouxe Encanto e a pousou no sangue de quem não conseguiu escapar. Aos poucos se cessou a tormenta, os Homens pararam de lutar. Olharam por toda a volta, só viram o mangue que sobrou depois do guerrear.

Maria se ausentou um dia; já fez um milagre se operar. Voltou do breve planar já moça crescida, em plena idade de amar. A moça parada, ali sorria. Não tinha ninguém pra lhe ofuscar. A Noiva que não morreu, saiu na corrida; Encanto é sozinha pra reinar.

Sentindo o remorso dolorido, daquele que faz peito chorar, os Homens se ajoelharam, pediram clemência – “Imploro, não me faça te olhar”. Maria não viu nenhum sentido e pronta se pôs a desfilar. Despiu todo o corpo à vista, levou à falência o ímpeto de quem quis olhar.

Os poucos que resistiram castos, correram dali sem nem pensar. Temiam o fim de quem provasse a beleza e dela não pudesse largar. Os outros que se entregaram vastos, sentiram o corpo congelar. Perderam-se entre o amor e a pura tristeza e ali viram tudo terminar.

A fuga se deu antigamente, Maria já não mora mais lá. Mas quem se correu dali não parou ainda com medo do que Encanto fará. Preferem correr eternamente pra longe de onde Maria está. Quem sabe assim o amor se cansa e finda...? Quem sabe o que me sobrará?

Fonte: Blog Vver de Brisa

domingo, maio 02, 2010

MÚSICA, LINGUAGEM UNIVERSAL.

MARIA GADÚ - NE ME QUITTE PAS



Maria Gadú, esta jovem cantora, compositora e violonista brasileira da qual gosto muito.

terça-feira, abril 27, 2010

O ATOR ÂNGELO ANTÔNIO, BRILHANTE, NO FILME CHICO XAVIER.

O ator Ângelo Antônio - caracterizado como o médium Chico Xavier

Dias atrás fui ao cinema para ver o filme Chico Xavier. Gostei tanto que penso em rever.

Chico Xavier, o famoso médium brasileiro, faleceu em 2002, aos 92 anos. Para comemorar o centenário de seu nascimento, dia 02 de abril estreou no Brasil o filme Chico Xavier, com as salas de cinema lotadas até agora. Reconheço o excelente trabalho feito pelos atores Matheus Costa (Chico quando menino) e Nelson Xavier (Chico na maturidade), Mas chamou-me a atenção e muito me encantou o desempenho do  ator Ângelo Antônio, vivendo Chico Xavier no início de sua vida adulta.

Ângelo Antônio, experiente ator global de quem sempre fui admiradora, está impecável em Chico Xavier. Li no O Globo – Cultura que no esforço para compor o personagem, Ângelo Antônio – em cena - chegou a usar o perfume que Chico Xavier usava para se “aproximar” mais do Chico da vida real. E distribuiu um vidrinho do perfume para os outros dois atores que com ele fizeram Chico Xavier, dizendo que com isso sentia que os três estavam conectados pelo cheiro.

Ângelo, eu que já o admirava, depois de ver sua atuação em Chico Xavier,  passei a admirá-lo ainda mais.

quarta-feira, abril 21, 2010

OMISSÃO E AÇÃO.


Foto, Isabel Cruz. Retirada  do blog Words, Portugal

"Tudo o que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem, nada façam".
Edmund Burke

Edmund Burke (12 de janeiro de 1729 - 9 de julho de 1797) era um estadista, um escritor, um autor, um orador e um filósofo político, que serviu por muitos anos em terras comuns britânicas como um membro do partido Whig. É recordado principalmente para sua sustentação das colônias americanas no esforço de encontro ao rei George III, durante a revolução francesa.

domingo, abril 18, 2010

MORRE LADY LAURA, MÃE DO CANTOR ROBERTO CARLOS.

Aos 96 anos, morreu neste sábado no final do dia, "Lady Laura", mãe de  Roberto Carlos. O cantor encontrava-se fora do país e quando a notícia foi dada pela Rede Globo - em torno de 21 horas de sábado, Roberto ainda não tinha sido informado da morte da mãe.
Lady Laura foi muito amada por seu filho Roberto que sempre falava dela com admiração e carinho comoventes.Uma das mais conhecidas homenagens que Roberto fez à sua mãe, foi a música  que aqui coloco, Dificilmente há um brasileiro que não conheça esta música. Roberto, eu que sempre te aplaudi de pé, neste momento peço permissão para aplaudir - também de pé, sua mãe Lady Laura.
Em Nova York, onde se apresentava, sem saber que Lady Laura  havia falecido, Roberto cantou a música  que  - muitos anos atrás - fez em homenagem à mãe. Para ouvir  "Lady Laura", click no play.

quinta-feira, abril 08, 2010

AMIGOS.

Imagem de Isabel Filipe 

".A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade."
Vinicius de Morais.

quarta-feira, março 31, 2010

PROFESSORES, CONSTRUTORES DE CIDADANIA.

As atrizes Gabourey Sidibe  e Paula Patton  em cena do filme "PRECIOSA"

‘ALGUMAS PESSOAS TÊM UMA COISA QUE AS FAZ BRILHAR. ACHO QUE ALGUMAS VIVIAM EM TÚNEIS, E NESSE TÚNEL A ÚNICA LUZ QUE TINHM ERA A SUA PRÓPRIA. AÍ, DEPOIS QUE ESCAPAVAM DO TÚNEL, AINDA ESTARIAM BRILHANDO POR TODO O MUNDO.”
Pensamento da personagem PRECIOSA, (Gabourey Sidibe)  do filme de mesmo nome, referindo-se à “Srta Rain” (Paula Patton ) sua professora que a ajudava a aprender a ler e a recuperar sua auto estima perdida pelos constantes maus tratos na casa dos pais.

Fiquei com vontade de ver este filme após ler este texto de Eliane Brum: "O perigo da história única." Na data em que Eliane escreveu o texto, 22 de fevereiro de 2010, "Preciosa" era concorrente ao Oscar: O filme acabou levando  vários prêmios, mas como tenho dúvidas quais exatamente, deixo aberto aqui  e ficarei agradecida a quem souber e colocar nos comentários.

"Preciosa", um filme forte que infelizmente retrata a realidade de muita gente, não só no Brasil, mas por este mundo afora. Pessoas que vêm diariamente sua dignidade sendo massacrada. Bom seria se todas as pessoas que passam por maus tratos, sejam físicos ou psicológicos, e que perderam – ou nunca tiveram - a noção do que seja cidadania, encontrassem uma “Srta Rain” pela frente e que conseguissem, mesmo não tendo recebido amor na vida, ainda assim ter amor para dar e auto estima para recomeçar. De ponto que for.
Este texto da repórter especial da revista Época, Cristiane Segatto, “Às garotas preciosas de todo lugar” fala do filme que acabei de ver, PRECIOSA, - realmente perturbador -  e faz também uma bonita análise do papel do professor em nossas vidas. No texto de Cristiane há também uma referência aos profissionais da área da saúde que no meu entender, têm também um papel muito importante na construção da auto-estima das pessoas, ao cuidar delas tratando-os com respeito, com dignidade e, sobretudo, com atenção e amor.

sábado, março 06, 2010

RESISTIR É PRECISO.


"RECONSTRUIR!
Pois se estamos vivos e com saúde...

ERICK CABRERA
Morador de Concépcion (Chile) e sócio, com o colega Ricardo Cisternas, do bar El Reino, fundado há 86 anos e destruido pelo terremoto, respondendo sobre quais são seus planos, ontem, na Folha."

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, Sábado, 06 de Março de 2010.

Fico encantada com esta capacidade de alguns seres humanos.  A disposição para sempre recomeçar. Reconstruir. Erick Cabrera está entre essas pessoas, que merecem o meu aplauso e a minha admiração.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

ENQUANTO A CHUVA NÃO VEM.

 Parque Ibirapuera - São Paulo

Para compensar as tardes com muita chuva e ventos fortes, as manhãs têm sido ensolaradas em São Paulo. Estava assim por esses dias no Parque Ibirapuera, por onde gosto de caminhar e fotografar.

sábado, fevereiro 06, 2010

QUAL A MELHOR SENSAÇÃO DA VIDA...?

  Imagem de Isabel Filipe
O poema abaixo é de autoria de Sheila Coutinho,  do blog Poemas Sem Nome. Sheila que está começando na blogosfera, é  Técnica de Enfermagem  e alternando os dias com Maria José,  me ajuda a cuidar de minha filha Flavia, que como muitos de meus leitores sabem, está em coma vigil há mais de 12 anos. Estou gostando da forma como Sheila cuida de Flavia. E Sheila tem um alto astral que para mim é precioso. Ela está  sempre alegre. E me faz rir, ao contar algo de forma teatral e bem humorada. Dou muitas risadas com Sheila. Pessoas assim  tornam o ambiente mais leve e agradável.

A imagem de Isabel Filipe, eu associei à frase final do texto de Sheila, porque essa mulher assim, tão leve e esvoaçante, parecendo estar sendo levada pelo vento, me lembra liberdade, que segundo Sheila, é a melhor das sensações. Você concorda?
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Repare...
Um olhar que brilha
Tem no coração algo que ama
Uma pessoa que suspira
Tem em sua mente alguém em que se lembra
Corpos que tremem juntos compactuam do mesmo desejo

Repare...
Que a felicidade está na maneira como vemos a vida
Que o sorriso de uma criança tem muito mais que esperança
Tem o brilho especial e doce que só a inocência transmite

Repare...
Que para as mães os filhos "nunca crescem"
Que um novo amor sempre preenche o vazio do primeiro

Repare...
Que os cachorros são leais às criaturas que cuidam deles
Que os sonhos são intocáveis. Mas que mesmo assim os queremos realizar

Repare que a música preferida tem cheiro e sabor
Que o desejo mais escondido nos aquece o corpo

Repare...
Que a melhor sensação da vida
É a de liberdade.

Sheila Coutinho.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

SÃO PAULO: MUITA CHUVA E DESABRIGADOS NA PERIFERIA. QUE AGONIA.

Chuva em São Paulo vista da região da Avenida Paulista (Foto: Glauco Araújo/G1)

Já faz mais de um mês que chove de forma  ininterrupta em São Paulo. Nesta tarde de domingo, de novo formou-se um temporal violento com fortes rajadas de vento e chuva forte. Na foto de  Glauco Araújo do G1, a Av.Paulista hoje à tarde, momentos antes do temporal que mais uma vez assustou muita gente, principalmente aqueles que moram nas áreas  chamadas de risco. A terra está encharcada, de tanta água que tem caido em São Paulo.

Quando a chuva chega, não se pode deixar de pensar nas pessoas que moram em regiões pobres da cidade onde os fortes temporais dos últimos tempos têm feito estragos e causado perdas imensas a uma população que já tão pouco tem.O noticiário dos jornais e TV nos mostram cenas  impressionantes de pessoas andando de galochas dentro de suas casas alagadas. Um casal, chegava a se revezar para dormir, com receio de que a casa fosse inundada,  enquanto os dois estivessem dormindo.

Enquanto isso, o prefeito Gilberto Kassab nos envia os carnes de IPTU  (Imposto territorial e urbano) de 2010 com aumentos assustadores. Não é a toa que quando o homem aparece para "vistoriar" as regiões alagadas, é vaiado e xingado.

Acho que existe sim, uma certa falta de cidadania de pessoas que jogam lixo nas ruas, entupindo os bueiros por onde escoariam as águas, evitando alagamento de ruas e bairros inteiros. Mas é fato também que,não existe por parte dos prefeitos uma ação efetiva, com obras que pudessem evitar tais alagamentos e o martírio de tantas familias que de uma hora para outra, têm suas casas e objetos,  conseguidos com uma vida inteira de trabalho, serem levados pelas águas das chuvas intensas.

Quando os impostos são altos mas existe um retorno em serviços para a população, é mais fácil  aceitar sem protestar, mas desse jeito, não dá.

sábado, janeiro 09, 2010

PARA MEUS AMIGOS PORTUGUESES.



Roberto Carlos  na época da Jovem Guarda cantando  ao vivo para a televisão Portuguesa RTP na década de 60 no programa "Canção é Espectáculo".


Ofereço este post a todos os meus amigos portugueses com respeito, admiração e muito carinho.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

HOJE ESTA OFICINA COMPLETA TRÊS ANOS.

Para celebrar  os três anos deste blog, publico um dos  poemas de meu filho Fernando, de seu blog VIVER DE BRISA.

O RABISCO E A ESPERA.

Decorei com muito esmero a minha clausura

Me vesti com os meus trajes de ficar
Estiquei meus panos sobre a cama dura
Me joguei, enfim, no eterno dormitar.

Não me serve de mais nada estar desperto
São meus dias de uma espera recorrente
Estou só, mas se me olhassem bem de perto
Me encontravam nem tão triste, nem contente.

Eu aguardo é pelo coração perdido
Dele eu nunca soube, tão de mim caído
Nem boatos... nunca fatos. Só calar.

E enquanto dele não me vem notícias
Formo um dito de umas letras fictícias:
"Nada é feito sem o peito no lugar".

Fernando Belo.

A TODOS FELIZ ANO NOVO!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

ESPECIAL DE NATAL DE ROBERTO CARLOS.

Hoje à noite, como acontece todos os anos, a TV Globo apresenta o Especial de Natal com Robeeto Carlos. E eu, como acontece todos os anos, estarei na frente da TV para ver meu ídolo, desde minha adolescência.

O show foi gravado no Ginásio do Ibirapuera, aqui em São Paulo,  no dia 15 de Dezembro.

Roberto é um cantor que reina absoluto por este Brasil, anos a fio. E é também um ser humano doce, cativamente. Comovente. Digo isso porque acompanho a trajetória de Roberto pela mídia, porque infelizmente, nunca o vi pessoalmente. Mas isso não me impede de ser sua fã ardorosa, de me encantar com suas músicas, de me por ansiosa para vê-lo a cada apresentação na TV. Como no show de Natal anual da TV Globo.

Hoje à noite.

sábado, dezembro 19, 2009

REMOVENDO PEDRAS E PLANTANDO FLORES...


Cora Coralina.
(Velhinha fofa. Sempe gostei dela).

"Fiz a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores"
Cora Coralina.


segunda-feira, dezembro 07, 2009

UMA RÉSTIA DE SOL.



Gosto quando o sol entra casa adentro, clareando e aquecendo tudo. E nossa Poodle parece gostar também. Aqui Michele  se aquece ao sol, na sala aqui de casa.