Mostrando postagens com marcador Cidadania.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cidadania.. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 24, 2010

CIDADANIA. OU A FALTA DELA.

Cartaz afixado no muro de um prédio do bairro onde moro.
Tenho uma cachorrinha chamada Michele que está aqui em casa desde 2002. Comprei Michele porque   tive a insana esperança de que seus latidos pudessem tirar minha filha Flavia de seu estado de coma. Michele não acordou Flavia, mas tornou-se uma delicada e querida presença entre nós. Por esses dias em que precisei me ausentar por uma semana de casa por conta de uma  nova hospitalização de Flavia, ao voltarmos para casa, Michele, que ficou sendo cuidada pelo zelador de nosso prédio, ao nos ver chegando, quase teve um ataque de tão eufórica que ficou. São assim os animais, apegam-se aos donos de forma comovente.
Mas o intuito deste post é dizer que apesar de gostar muito de Michele, raramente vou passear com ela. Falta-me tempo e vontade. Mas quando saio com  minha Poodle às ruas, invariavelmente levo comigo  dois ou três saquinhos plásticos, para recolher suas fezes. Mas vejo que infelizmente este não é um hábito comum entre as pessoas que levam seus cães para passear e os deixam sujar as ruas onde outras pessoas têm que desviar das fezes de seus cães.
Em um dos prédios aqui das redondezas, os condôminos colocaram alguns  cartazes como o que ilustra este post, na tentativa de conscientizar os donos dos cães a não emporcalhar suas calçadas. Mas essa conscientização nem sempre acontece, pois  é comum termos que desviar nossos olhos da paisagem para fixá-los nas calçadas por onde caminhamos, sob pena de pisar em fezes dos cães dos cidadãos que não têm a mínima noção de cidadania. Que lamentável.

quarta-feira, março 31, 2010

PROFESSORES, CONSTRUTORES DE CIDADANIA.

As atrizes Gabourey Sidibe  e Paula Patton  em cena do filme "PRECIOSA"

‘ALGUMAS PESSOAS TÊM UMA COISA QUE AS FAZ BRILHAR. ACHO QUE ALGUMAS VIVIAM EM TÚNEIS, E NESSE TÚNEL A ÚNICA LUZ QUE TINHM ERA A SUA PRÓPRIA. AÍ, DEPOIS QUE ESCAPAVAM DO TÚNEL, AINDA ESTARIAM BRILHANDO POR TODO O MUNDO.”
Pensamento da personagem PRECIOSA, (Gabourey Sidibe)  do filme de mesmo nome, referindo-se à “Srta Rain” (Paula Patton ) sua professora que a ajudava a aprender a ler e a recuperar sua auto estima perdida pelos constantes maus tratos na casa dos pais.

Fiquei com vontade de ver este filme após ler este texto de Eliane Brum: "O perigo da história única." Na data em que Eliane escreveu o texto, 22 de fevereiro de 2010, "Preciosa" era concorrente ao Oscar: O filme acabou levando  vários prêmios, mas como tenho dúvidas quais exatamente, deixo aberto aqui  e ficarei agradecida a quem souber e colocar nos comentários.

"Preciosa", um filme forte que infelizmente retrata a realidade de muita gente, não só no Brasil, mas por este mundo afora. Pessoas que vêm diariamente sua dignidade sendo massacrada. Bom seria se todas as pessoas que passam por maus tratos, sejam físicos ou psicológicos, e que perderam – ou nunca tiveram - a noção do que seja cidadania, encontrassem uma “Srta Rain” pela frente e que conseguissem, mesmo não tendo recebido amor na vida, ainda assim ter amor para dar e auto estima para recomeçar. De ponto que for.
Este texto da repórter especial da revista Época, Cristiane Segatto, “Às garotas preciosas de todo lugar” fala do filme que acabei de ver, PRECIOSA, - realmente perturbador -  e faz também uma bonita análise do papel do professor em nossas vidas. No texto de Cristiane há também uma referência aos profissionais da área da saúde que no meu entender, têm também um papel muito importante na construção da auto-estima das pessoas, ao cuidar delas tratando-os com respeito, com dignidade e, sobretudo, com atenção e amor.