Cartaz afixado no muro de um prédio do bairro onde moro.
Tenho uma cachorrinha chamada Michele que está aqui em casa desde 2002. Comprei Michele porque tive a insana esperança de que seus latidos pudessem tirar minha filha Flavia de seu estado de coma. Michele não acordou Flavia, mas tornou-se uma delicada e querida presença entre nós. Por esses dias em que precisei me ausentar por uma semana de casa por conta de uma nova hospitalização de Flavia, ao voltarmos para casa, Michele, que ficou sendo cuidada pelo zelador de nosso prédio, ao nos ver chegando, quase teve um ataque de tão eufórica que ficou. São assim os animais, apegam-se aos donos de forma comovente.
Mas o intuito deste post é dizer que apesar de gostar muito de Michele, raramente vou passear com ela. Falta-me tempo e vontade. Mas quando saio com minha Poodle às ruas, invariavelmente levo comigo dois ou três saquinhos plásticos, para recolher suas fezes. Mas vejo que infelizmente este não é um hábito comum entre as pessoas que levam seus cães para passear e os deixam sujar as ruas onde outras pessoas têm que desviar das fezes de seus cães.
Em um dos prédios aqui das redondezas, os condôminos colocaram alguns cartazes como o que ilustra este post, na tentativa de conscientizar os donos dos cães a não emporcalhar suas calçadas. Mas essa conscientização nem sempre acontece, pois é comum termos que desviar nossos olhos da paisagem para fixá-los nas calçadas por onde caminhamos, sob pena de pisar em fezes dos cães dos cidadãos que não têm a mínima noção de cidadania. Que lamentável.

