domingo, outubro 26, 2008

PITANGAS E PITANGUEIRAS.

Pitangueira.
Esta é uma das Pitangueiras que temos aqui no jardim do prédio onde moro. São duas e estão carregadas de frutinhas. Quando desço para fazer minha ginástica ou circular com Flavia em volta do prédio, fico, ficamos, observando as pitanguinhas vermelhas que caidas, enfeitam o gramado embaixo da árvore. Se olhamos pra cima, é uma beleza a quantidade de pitangas vermelhinhas que estão alí, no meio das folhas verdes. É bonito de ver.
Temos outras árvores por aqui. Uma árvore sempre enriquece o ambiente. Além do ar ficar mais puro, a árvore enfeita o espaço e o torna mais aconchegante. E não é difícil ter uma pequena árvore mesmo em sacadas de apartamentos. Colocando-se um bebedouro com açucar na água, os pássaros fazem festa pra nós.

quarta-feira, outubro 22, 2008

DERROTA NÃO É FRACASSO.

Foto de Isabel Filipe
"A derrota não é o maior fracasso. O verdadeiro fracasso está em não tentar"
Georg Edward Woodberry
Concordo totalmente com a frase acima. E vale para qualquer coisa. Aprender um novo idioma, tocar um instrumento, lutar por uma causa...seja o que for, desde claro, que esta seja a nossa vontade. Se tentamos algo podemos eventualmente ser derrotados. Se nem tentamos, já fracassamos.
Uma boa quarta-feira a todos.

terça-feira, outubro 14, 2008

SOSSEGO E AGITAÇÃO.

Assim como outras cidades do Brasil, São Paulo apresenta contrastes em sua paisagem, por vezes muito interessante. É o caso por exemplo, de bairros não tão distantes assim um do outro mas que diferem entre si, como água do vinho.

A foto acima é do bairro onde moro. Do quarto de Flavia, olho muitas vezes por dia para esta rua, que sai ao lado do apto. onde moramos. Nosso bairro é tranquilo e as pessoas caminham por algumas de suas ruas quase sem se preocuparem com os poucos carros que passam.

As duas fotos abaixo são da Rua 25 de Março, região Central de São Paulo.

Essa rua é um verdadeiro shopping a céu aberto e por ela circulam milhares de pessoas todos os dias, vindos inclusive de outros estados brasileiros. De onde moro até a Rua 25 de Março, de metrô não se leva mais do que 30 minutos. Aí, num comércio barato em relação aos shoppings centers e lojas de grifes, encontra-se de quase tudo, sem perda de qualidade. A agitação da Rua 25 de Março, independe de datas especiais, mas em algumas dessas datas, como no Natal, é quase impossível andar por aí sem esbarrar nas pessoas. E claro, todo cuidado e pouco com os ladrões de carteiras e bolsas.



sexta-feira, outubro 10, 2008

COISAS QUE A GENTE APRENDE...

Porque estou publicando neste blog mais uma crônica de Leila Jalul:
Primeiro é porque gosto de sua forma de escrever.
Porque Leila é uma pessoa boa, amiga, solidária, humana.
Porque Leila já me ouviu - quietinha e sem me interromper - chorar ao telefone em pleno domingo.
Porque já me fez sentir o seu abraço inúmeras vezes, mesmo ela morando na Bahia e eu em São Paulo.

E .....porque gosto muito dela.

Com vocês, uma das muitas crônica de minha amiga Leila Jalul.


"À PUTANESCA

Carmélia e Ava Gardner não se conheceram, nem por meio da telona. A beleza e a semelhança entre as duas, no entanto, faria qualquer cristão imaginar que estava vendo coisas. Nem sei qual foi o lugar onde Ava nasceu.

De Carmélia, sei que nasceu no Acre, viveu no Acre e morreu no Acre. Isso é o bastante. Se fez e se criou na curva do tempo. Num lugar onde o remoto ainda queima e o futuro era e é desprovido de porvir. Conheci Carmélia quando comprei uma casa sem número numa rua com nome de um general qualquer, sem sobrenome. Os vizinhos, um tanto de gente também sem sobrenome. Lugar perfeito para esconder minha identidade sem desejo de aparecer. Coisa boa.

Como alternativa de me enfiar no meio das vizinhas lavadeiras, nada mais restava senão aproveitar os olhos d'água e lavar meus trapos, ali, juntinho, e, numa conversa de comadres, portar-me como uma delas. Tempos bons.

Carmélia era fera. Enquanto eu lavava uma bacia, ela já vinha com o angu. Nada de Confort, nada de cheiros, de clareadores. Tudo no muque. Uma tábua na frente, dois nacos de sabão Zebu, e lá estava tudo lavadinho, enxaguado com a erva catinga de mulata, pronto para secar e passar, fazer a trouxa, embrulhar com jeito numa toalha felpuda, prender com dois alfinetes de segurança e entregar para a patroa. Cacete de agilidade!

Aí, no meio dessa algazarra, resolvi fazer a horta comunitária. Precisava fazer com que aquelas meninas aprendessem o valor da berinjela, da rúcula, do agrião de terra molhada, do espinafre, da azedinha, do manjão gomes. Precisava dizer da riqueza dos talos, das vitaminas do sopão de ossos, do caldo engrossado com aveia Quaker. Coisas que a gente aprende com quem entende e ensina para quem ama.

Carmélia era atenta. Atenta até que as disfunções da menopausa a tornassem quase uma demente. Na falta de condições para a reposição de hormônios, seus filhos preferiram interná-la no antigo hospital dos doidos. Ali era o lugar certo para quem enfiava a cabeça na geladeira e tomava banho de água gelada em plena noite de junho, inclusive nas em plenilúnio.
Depois dos achaques, Carmélia, todos os dias, antes das seis da matina, me procurava e dizia:

– Posso entrar?
– Claro!
– Posso plantar?
– Pode.
– Aqui, nesse canteiro?
– Sim, Carmélia, pode plantar.

Em silêncio, Carmélia plantava pés de macarrão espaguete, enquanto eu regava os canteiros de manjericão, hortelãs e os das alfavacas que teimavam ser maiores que os nanicos da região.

No dia em que Carmélia Gardner morreu, servi (por acaso?), no almoço, um espaguete à putanesca. Coisa fina, aprendida com os italianos, preparado num panelão que me foi dado pelas minhas comadres lavadeiras da Rua General Severiano. Coisas que a gente aprende com quem entende e convida a quem ama."
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Leila Jalul, procuradora aposentada da Universidade Federal do Acre. Autora de Suindara (Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora LTDA, 2007) e Absinto Maior (2007)
leilajalul@gmail.com

domingo, outubro 05, 2008

A BELEZA E O MAGIA DE UM TANGO.

SCENT OF A WOMAN (Perfume de Mulher) Estados Unidos - 1992. Foi um dos filmes de que mais gostei e esta cena, do tenente-coronel Frank Slade, magistralmente vivido por Al Pacino, cego, dançando um tango, é para mim inesquecível.

Perfume de Mulher ganhou vários prêmios: Melhor diretor, melhor roteiro,.... e claro, melhor ator para Al Pacino.

Algumas curiosidades sobre este filme:

- Para compor seu personagem, Al Pacino recebeu ajuda de uma escola de cegos e um dos truques que usava era não focar seus olhos nos objetos.

- Há uma cena no filme em que caminhando na rua, Al Pacino tropeça numa lata de lixo. A cena não foi planejada, foi um acidente mesmo, competentemente aproveitado no filme.

Fonte: Wikipédia.

O tango, belo, sensual e de coreografia complexa, me fascina, me encanta.

Um bom domingo a todos.