Um atropelamento. O corpo estava lá, estendido no chão, solitário, tão solitário quanto é possível ser. Cobriram-lhe com um lençol mas por estar na rua, o vento lhe descobriu os pés. Um dos pés estava sem o sapato, o que conferiu ao corpo, um jeito de abandono extremo.
As pessoas passavam ao lado do corpo sem se abalarem, passavam sem olhar, como se o homem morto fosse invisível. Passavam apressadas, cada uma ocupada com os próprios pensamentos, com o tempo que tão pouco têm. E o homem ali, morto, frio, mal coberto. Abandonado.
A fila de carros andou e perdi o morto de vista, mas a cena ficou em minha lembrança por dias a fio. Fiquei imaginando quem seria aquele homem, se deixou mulher e filhos, quem sabe uma noiva ou namorada. E sua mãe? Coitada.
É surpreendente como em cidades grandes as pessoas se acostumam com a violência, com as tragédias, com a morte. Como é possível que as pessoas passem conversando ao lado de uma pessoa morta e fiquem indiferentes? Achem isso normal? Banal? Como é possível que não se abalem, que não se comovam, que não se incomodem? Como?!
Aquele homem ali, sem vida, no meio da multidão e no entanto, na mais definitiva solidão.
Que cena.
As pessoas passavam ao lado do corpo sem se abalarem, passavam sem olhar, como se o homem morto fosse invisível. Passavam apressadas, cada uma ocupada com os próprios pensamentos, com o tempo que tão pouco têm. E o homem ali, morto, frio, mal coberto. Abandonado.
A fila de carros andou e perdi o morto de vista, mas a cena ficou em minha lembrança por dias a fio. Fiquei imaginando quem seria aquele homem, se deixou mulher e filhos, quem sabe uma noiva ou namorada. E sua mãe? Coitada.
É surpreendente como em cidades grandes as pessoas se acostumam com a violência, com as tragédias, com a morte. Como é possível que as pessoas passem conversando ao lado de uma pessoa morta e fiquem indiferentes? Achem isso normal? Banal? Como é possível que não se abalem, que não se comovam, que não se incomodem? Como?!
Aquele homem ali, sem vida, no meio da multidão e no entanto, na mais definitiva solidão.
Que cena.
8 comentários:
é triste sim ... muito triste mesmo...
mostra o egoismo do mundo em que vivemos...
beijinhos
Magoa, perceber a dureza a que chegou a alma humana. A indiferença é o atestado dessa inumanidade.
Um abraço
O que posso dizer...Talves muitas pessoas pensaram como vc, surpreendidas pelo pouco caso que faziam ao corpo, outras preferem nao olharem para nao acumularem sofrimentos aos que ja os tem, e alguns sao como vc disse, fruto da cidade grande que nao importa pelo seu semelhante. Um corpo caido no chao sem duvidas é uma cena deprimente e chocante, ao menos para os poucos humanos que restaram nesse planeta.
Uma excelente segunda-feira querida Odele.
Big Kiss
Às vezes até vivos estamos sós no meio da multidão...
Impressiona sempre essa situação,essa indiferença,mas fico mais impressionado com a curiosidade de muita gente,estarem
ali à sua volta.
Assim como quando há acidente na estrada e quase pára o transito para ver....
Hoje, regresso a mim e pernoito na magia do sonho.
Beijinhos embrulhados em abraços
Uma excelente quarta-feira querida Odele.
Big Kiss
Muito triste... é somente o que penso e me revolta os responsáveis deixarem um morto, as vezes por horas, abandonado...
Também já vi uma cena dessas e só orei pelo morto, pois não cabe a nós retirá-lo dignamente. Mas é triste...
Beijocas Odele.
Olá ... Bom dia...
Hoje convido-te para a minha festa ...
beijinhos e bom fim de semana
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